Caroline Zanovelo

29/04
2015

Cantinhos de Estudo
por Caroline Zanovelo

Oi meninas(os), como estão?! Hoje quero colocar todo mundo pra estudar porque com a seleção de imagens que fiz para o post desta semana tenho certeza que todosss vocês vão querer um cantinho desses pra chamarem de seu!!!
Um montão de fotos de áreas de trabalho pra que se inspirem e possam usar as idéias mais legais na casa de vocês. Eu não chamaria de Home Office pois elas estão integradas à outros ambientes, e é bem assim que estes “cantinhos” de estudos/ trabalho tendem a estar, integrados à quartos, ao estar íntimo da casa, enfim, pelo simples fato de que para grande maioria das pessoas suas casas e apartamentos são pequenos e queremos aproveitar cada metro quadrado dele, não é mesmo?! Agora, foquem nas imagens!!!

Caroline S. Zanovelo – Arquitetura. Interiores. Design de Mobiliário
zanoveloarquitetura@yahoo.com.br
(0xx18) 99768.5019

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26/02
2015

TOMIE OHTAKE (1913 – 2015)
por Caroline Zanovelo

“Morre a cor do Oriente” assim o jornalista Antonio Gonçalves Filho dá como título uma das matérias mais tristes que ele teria que escrever, creio eu, para o Estadão. Procurei colocar aqui mais de um olhar que estes grandes críticos tinham à respeito da arte, da cultura, e fim, procurei fazer uma síntese, mas mesmo assim, pra quem viveu mais de 100 anos seria um paradoxo, tentar resumir uma vida bemmm vivida como a de Tomie, em poucas palavras, ou poucas obras.
Aproveitando a síntese que o Jornal O Estado de São Paulo fez de forma cronológica da vida artística de Tomie Ohtake coloco aqui no blog e acrescento algumas imagens que as representam.
1936 – A Chegada: Tomie desembarca no porto de Santos para visitar um irmão e se encanta com o Brasil.
1952 – Primeiro quadro: Aos 39 anos, ela pinta uma natureza morta com flores.
1961 – Estréia na Bienal de SP: Já abstrata, ela participa pela primeira vez do evento.
1967 – Tomie vira brasileira: Aos 55 anos, a pintora decide se naturalizar brasileira.
1973 – Explosão Cromática: Telas ganham curvas e a paleta incorpora cores vivas.
1984 – Primeira obra pública: Pintura para empena de prédio na Ladeira da Memória.
1985 – Primeira escultura: “Estrela-do-mar”, escultura flutuante, é instalada no Rio.
1995 – Sala especial na Bienal: A 23a Bienal de SP monta sala especial com suas esculturas.
2001 – Abertura do Instituto: Retrospectiva dos 50 anos abre Instituto Tomie Ohtake.
2013 – Centenário da Artista: Aos 100 anos de Tomie, 15 mostras são abertas no país.
2015 – Às 12hr45, morre de choque séptico no Hospital Sírio Libanês.
Reportagem de Antonio Gonçalves Filho para o Estado de São Paulo.

EMANOEL ARAÚJO
diretor do Museu Afro Brasil

“Eu conheço a Tomie desde os anos 1960, quando ela foi à Bahia e almoçou na minha casa. Desde aquela época somos amigos. Eu ia à casa dela, ela ia à minha, ela gostava de comida baiana. A obra de Tomie foi uma obra que foi evoluindo com o tempo. Primeiro é um momento figurativo, depois ela passou para uma abstração esférica, e muitos japoneses experimentaram essa técnica. Depois ela foi se libertando, as formas foram se abrindo. Ela se tornou uma pintora muito importante, sob o ponto de vista de espaço, de formas. Ela foi uma criadora de belas formas, sobretudo uma grande colorista. Ela enveredou pela escultura, sempre com muito talento.

Era uma mulher espiritualmente eloquente, com essa capacidade oriental e, ao mesmo tempo, uma brasilidade que ela vivia a cada momento.
Deixa dois filhos maravilhosos, netos.

Por fim fizeram uma grande homenagem, aquele instituto com o nome dela. Tomie foi uma pessoa que viveu plenamente seu tempo. A gente lamenta um pouco por nós mesmos, a gente perde uma referência de nós mesmos. Ela poderia ficar mais um pouco, mas acho que buda e deus sabem o que fazer.”

Então segue abaixo a síntese das 10 fases preciosas de Tomie Ohtake por Emanoel Araújo:

1952 – 1954: No início de sua carreira, po dois anos, Tomie realiza pinturas figurativas, influenciada por artistas japoneses radicados em São Paulo, que ficaram conhecidos como grupo Seibi.
1955 – 1961: Opta pelo abstracionismo, utilizando, em geral, cores frias. Começa com elementos geométricos, que, no final da década de 1950, são desfeitos, tornando a pintura ainda mais abstrata. Em 1961, realiza a série “Pinturas Cegas”, feita de olhos vendados, uma crítica ao excesso de racionalismo na arte.
1962 – 1971: Muitas telas do início da década de 1960 lembram as de Mark Rothko, com campos de cores retangulares ou quadrados e forte contraste. Mas, se não renova o estilo, o faz na técnica: seu pincel toca a tela e depois percorre segura e ordenadamente a superfície, lembrando calígrafos japoneses.
1972 – 1980: Os limites das formas são mais precisos e aparecem as primeiras curvas. As cores se tornam mais homogêneas, e sua palheta se amplia, passando a utilizar tons como o rosa, o azul-claro e o laranja.
1981 – 1984: As curvas passam a ser sobrepostas, às vezes no mesmo tom, às vezes em tons distintos, criando um efeito de mobilidade, de vibração. O círculo também começa a ser usado nesse mesmo procedimento.
1986 – 1988: Aparecem formas triangulares e as cores deixam de ser homogêneas. Essa técnica cria um efeito de desestabilização do plano, denominado “sensibilidade cósmica”.
1989 – 1992: Consolida-se o caráter étereo das manchas de cores, mais sóbrias. Formas arredondadas continuam a dominar e, por conta das espirais, Tomie cria imagens que parecem cósmicas.
1993 – 1996: As imagens, antes discretas e sombrias, ganham contornos quase psicodélicos, com o uso de tons mais claros e formas ousadas, que lembram amebas. A artista parece sair de um espaço astronômico para alcançar um universo microscópico.
1997 – 2001: Muita telas dessa fase são recobertas com manchas de tinta monocromáticas. Sobre esse fundo, a artista cria traços simples, de outra cor, lembrando novamente a caligrafia japonesa.
2002 – 2012: O destaque dessa fase é o conjunto de 25 telas, feitas em dois anos, tendo o círculo como tema central. Em 2010, ela justificou de forma singela a escolha do elemento geométrico: “É muito sintético. Trabalhar só com ele é um desafio. E é o primeiro desenho que os bebês fazem com os dedinhos”.

RUY OHTAKE
aquiteto, filho de Tomie

“O comentário que eu posso fazer é uma palavra só, em maiúsculo. BEIJO TRANSUNIVERSAL!!! Beijo trans-universal que atravessa o universo. Foram meses muito ricos. A vida dela, pela vitalidade que ela sempre teve, o vigor que ela sempre teve. Ela queria ter alta do hospital para continuar trabalhando. “

E agora um vídeo muito especial que a GNT no programa CASA BRASILEIRA mostra as obras de Ruy Ohtake e necessariamente de sua mãe, TOMIE OHTAKE, vejam e emocionem-se:

http://youtu.be/R1eVFHD2ZwQ

‘O Brasil tem sol muito claro. Quando saí do navio, olhei para o céu e senti cheiro de amarelo. Ali, gostei do Brasil’

Tomie Ohtake

É com tristeza que escrevo este post mas também agradecida por tudo de maravilhoso que ela nos deixou, as mensagens através de suas obras e as poucas frases quando se permitia a tal. Obrigada Tomie, por este centenário muito bem vivido e aproveitado, cheio de amor e esperança, cheio de altruísmo em tudo o que fazia, ou seja, não cansava de acreditar em nós, na nossa geração e nas que virão por aí!

Caroline S. Zanovelo – Arquitetura. Interiores. Design de Mobiliário
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12/02
2015

Apartamento Desejo de Carolina Ferraz!
por Caroline Zanovelo

Vamos ver o por quê Carol está sempre à frente de milhões de pessoas?! Kkkk
Ela é inteligente, linda, veste 36 desde que se conhece por gente, não precisa de nada pra ter cara de rica, e dona de um senso estético fantástico. Quero mostrar pra vocês o apartamento paulistano que Carolina tem!
Imagem da sala de jantar super charmosa e inesperada, não só pelo uso de diferentes objetos, e móveis mas também pela cor e iluminação, deixando a cara do ambiente mais austero e masculino. E as fotografias então?! É Marilyn Monroe sob autoria de Bert Stern. O banco, nada mais é do que uma obra de Philippe Starck e luminárias Tom Dixon….nada mal hein Carolzinha!!! É pura riqueza e muitooo bom gosto!
Fonte: Revista Casa Vogue
Aqui a Vogue propôs um Get the Look, uma inspiração do apto da Carol com peças semelhantes. Achei o máximo!
Muito diferente e charmoso este sofá encostado na bancada central da cozinha!
Fonte: Revista Casa Vogue
Mais um Get The Look deste cantinho tão gostoso!
Carolina elegeu a obra abaixo para compor o hall de entrada do seu apartamento. Fotografia da artista colombiana Adriana Duque que vem despontando nas galerias de arte do Brasil com seus retratos da Renascença e de cenas reais da pintura holandesa do século XVII. “Ela desafia a ideia comum de que a fotografia é um documento inquestionável.” Virou febre entre os colecionadores e também objeto de desejo de muitos apaixonados por arte e que estão querendo “agregar valor” rsrsrs (este termo fica até engraçado de tannnto que foi usado, mas precisei usá-lo aqui) no decor de suas habitações!
Aqui em destaque a fotografia de Adriana Duque.
Cantinho do living com poltrona Werner, do designer Roberto Lazzeroni para a Lema, na Firma Casa e mesinha lateral do designer McCollin Bryan da Holly Hunt. Percebem quanta informação, quantas texturas, mas o que deixa todo ambiente em harmonia é sem dúvida a escolha de 2 ou 3 cores predominantes e o restante das cores são da mesma cartela e neutras.
Fonte: Revista Casa Vogue
Get The Look! Imperdível!
Aqui sim um bom ângulo do living! Cores predominantes como o azul turquesa e os tons neutros para não ofuscar o que tem que ser visto.
Home Theater que faz a gente já querer se jogar neste sofá lindo com almofadas iluminando o ambiente.
E então meninas (os), gostaram?! Muitos já podem ter visto pelo fato de ter sido capa da Casa Vogue de agosto de 2014, mas se eu for pensar assim, que todos vocês vão às bancas e compram os quilos de revistas de decor e arquitetura que tem eu não postaria mais nada, não é mesmo?! Carolina Ferraz, além de ter um senso estético para o vestir também tem para ambientes, o que nem sempre acontece com as pessoas. Conheço algumas amigas que se vestem bem pra caramba, mas não tem a mesma “mão” na própria casa! Ainda bem que eu, arquiteta, existo, kkkk! Bjus bjus e até terça-feira que vem!!!
Ah, os arquitetos responsáveis pela obra são Fábio Storrer e Veridiana Tamburus. Meus aplausos!
Caroline S. Zanovelo – Arquitetura. Interiores. Design de Mobiliário
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03/02
2015

Decor do Dia: Ouse!!!
por Caroline Zanovelo

Queridos (as) como estão?! Espero que estejam bem! Hoje posto somente uma imagem, linda, atrevida e ousada! Muitas vezes pensamos que o que dá valor à decoração são peças polidas, tudo muito “encaixado”, tudo muito acertado…se no decor não é assim, como podemos ver na imagem abaixo, linda, leve, solta, desconstruída no sentido de podermos viver, usar, abusar e ousar! Sermos ousados nos nossos gostos, nos permitirmos colocarmos nossa pitada de rock’n roll, de romantismo, de tristeza, ué, por que não?! Então, continuando, se no decor mão é assim, quanto mais nossa vida, nossos pensamentos, nossas emoções! Então, vamos ousar mais, como diria Lulu Santos “Vamos nos permitir”!

“Quando não se pode fazer o que se deve, deve-se fazer o que não se pode.”
Leonardo da Vinci
Fotos: Reprodução
Espero que o post de hoje tenha sido de grande valia, kkkk! E aí, vamos ousar?!
Um super bjo para todos vocês e até terça que vem! Lembrem-se, toda terça-feira é dia de decor aqui no Blog Cherry & Lady.
Caroline S. Zanovelo – Arquitetura. Interiores. Design de Mobiliário
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